3 de Nov de 2007

A favor do Sistema

Como era de se esperar a nova série da Globo, O Sistema, é ótima. Na verdade cheguei a esta conclusão antes mesmo de assistir, afinal, sendo roteirizada por Fernanda Young e o marido Alexandre Machado e protagonizada por Selton Mello, não tinha como ser diferente. Segue a linha Os Aspones, que denunciava a falta do que se fazer em uma repartição pública que trata o interesse social de maneira despreocupada. O Sistema mexe com o social de maneira semelhante. A falta de liberdade do ser humano que deixa sua vida ser guiada por máquinas, sendo até mesmo vigiado por elas.
Pra começar, os trocadilhos com o conhecido Sistema são inúmeros. Desculpas por um sistema que cai, por um sistema que não reconhece direitos do cliente, que não fornece consolos - não pensem bobagem - a ele e, por fim, mas não por último, as famosas vítimas do sistema, os revoltados, os desfavorecidos, ou os revoltados por serem desfavorecidos, whatever. O enredo chega a mostrar um mundo Matrix, para onde a pessoa vai quando consegue reivindicar o tal sistema, indagando, protestando e se virando contra ele. Um exemplo bastante válido, por onde a história começa, são as operadoras de telemarketing que mexem com a paciência de qualquer um.

O cenário, uma empresa operadora com mais de mil funcionárias a postos em seus telefones, todas de mesmo nome, Regina. Graziella Moretto, faz a Regina que realmente se chama Regina, sendo a “Regina que é Regina” - ufa - que encontra o personagem de Selton devido a uma ligação que ele faz para reclamar serviços à operadora. Matias - o Selton - é um fonoaudiólogo que não perdoa os vícios de linguagem de Regina, que busca uma promoção para operadora ativa. “Você é cheia de vícios de linguagem e está tendo uma overdose”, trecho em que me mijei rindo. Em outro momento, quando Matias vai até a operadora querendo falar com a “Regina”, sem saber qualquer outra referência da pessoa, a gerente pergunta se ele sabe se ela é uma operadora ativa ou passiva, ao que ele responde “olha, nem sabia que ela era lésbica”. Muito bom! Maria Alice Vergueiro, a famosa Tapa na Pantera, também está no elenco. Na verdade a série é justamente ligada a nerds e pessoas voltadas ao mundo virtual, que participam suas vidas navegando em vídeos que circulam na rede e talz. São 6 capítulos, então melhor assistir logo, antes que acabe. Ficaí a dica. Beijas!

Artigos Relacionados

0 Comentários

Deixe seu Comentário: