22 de Apr de 2008

adocica, meu amor


Eu vou comprar. Óbvio.


Impossível conferir uma novidade de Madonna sem subir na mesa ou descer até o chão. Madonna é rockstar e isso já basta pra agradar. Mas é inegável o fato de que a imagem de diva vem quilômetros antes da crítica às suas músicas, letras, estilos, etc, transformando um simples lançamento de álbum com parcerias diferentes, num auê espetacular, onde a gente fica esperando que a novidade seja tão grande a ponto de sentir cheiro com a música. É nesse momento que muita gente pode se decepcionar com “Hard Candy“.



O álbum é muito gostoso, ótimo pra dançar, grudento, chicletão mesmo, over glicose pra pista, st-st-st-sticky and sweet, mas não é absolutamente nada de novo na carreira de titia Madge. Ele apenas difere do último trabalho, o “Confessions on a Dancefloor”, simplesmente porque o Confessions foi algo surreal e completamente distinto dos 9 álbuns anteriores, resgatando a fama de trabalhos fodas desde “Ray of Light”. Se Hard Candy tivesse sido lançado depois de Music e American Life, esse boom de novidade não iria ser tão forte, afinal as músicas do novo CD poderiam muito bem estar inseridas em qualquer um destes. E repito, são ótimas músicas, que marcam o amadurecimento destes dois álbuns citados, mas nem de longe superam o clima non stop de Confessions.
Timbaland é um cara que sou fã desde o tempo em que ele trabalhava com Missy Elliott. AMO. A confusão de sons que eles produziam juntos era coisa de outro mundo, porém na parceria com Madonna, Timba pareceu meio tímido. O mérito maior, com certeza vai para a dupla The Neptunes. Pharrell arrasa e dá sentido à parte doce do álbum através de sons mega divertidos, batidas hiper marcadas e marchadas, daquelas que no meio da pista a gente cria coreografias ridículas, como é o caso the Give It 2 Me e o trecho digno de velocidade cinco só no “get stupid, get stupid, get stupid, don’t stop it”.

Abaixo, cada looping do piroolito:



• Candy Shop:
sinceramente acho que ela poderia ter sido transformada em interlude, cortada pela metade, só para dar uma introdução às faixas de Hard Candy, já que é um tanto explicativa ao teor do álbum. A música já tinha vazado há meses, com nome de Candy Store e, pelo menos eu, já tava doce até à alma de tanto st-st-st-sticky and sweet, st-st-st-sticky and sweet. Não gostei muito não. Passo.

• 4 Minutes: a música que todo viado já desceu até o chão e já se imaginou pulando na esteira do caixa do supermercado cantando “sometimes i think what i need is a you intervention, yeeeeah” não é o melhor dueto de Madonna e Justin no álbum, mas com certeza é a melhor música para comercializar Hard Candy. Aliás, quase não é música. Parece um jingle.

• Give It 2 Me: foi a faixa que ganhou minha simpatia logo de cara. Pharrell deu um toque infantilóide, amenizando a letra cheia de sarcasmo. É como se Madonna se vestisse de colegial pra dizer o quanto é foda e consegue o que quer. Quem já viu Girlie Show, vai achar que a marchinha de Holiday foi muito lembrada pelos Neptunes na melhor faixa de Hard Candy. Impossível não ter reação quando toca “get stupid, get stupid, get stupid, don’t stop it”. Amei.

• Heart Beat: quando vi o título, na hora me remeteu à músicas de Kylie, que adora uma rima com “heart beating” e, pra minha surpresa esta faixa é realmente beeem Kylie. Sem dúvida uma das melhores pra pista, suuuper anos 70. Uma pena que o trechinho “see my booty get down like” que todo viado vai a-mar não se repete ao longo da música. Pharrell chamando titia de M-Dolla é uma graça, também. Gostei demais.

• Miles Away: muito chatinha. Madonna falando de amores impossíveis, distantes, platônicos, perdidos é the great cliche database, mas as letras nunca ficam tão evidentes de acordo com os efeitos da música. Na maioria das vezes a gente nem liga. O problema é quando isso se repete demais. Miles Away é muito parecida com Nothing Fails e I´m so Stupid, ambas de American Life e não tem absolutamente nada de novo. Essa eu passo.

• She´s Not Me: é a melhor música pra quem precisa de terapia por insegurança. É a música “eu sou mais eu” e é praticamente letra de auto-ajuda. Madonna fala de traição e tira a maior onda com a cara da Outra, falando “she’s not me, she’s not me, and she never will be” e não interessa se a tal é a mulher mais perfeita do universo. Tinha tudo pra ser uma faixa cansativa de melodia repetitiva, mas a letra divertida te segura até a melhor parte. Quando parece que a música tem um fim, ela ressurge com uma vibe Hung Up, apitos, palmas e vocais de Pharrell. Muito boa.

• Incredible: como diz o título é incrível como deixaram essa música sair. Achei cheque demais. Horrível. Chega a dar um nervosismo, uma vontade de quebrar tudo de tão chata. É inacreditável, também, que seja a música mais longa do álbum. Não precisava.

• Beat Goes On: a grande surpresa de Hard Candy. A música crua tinha vazado ainda no ano passado, há um tempão mesmo e a galera não tinha gostado. Na antiga letra, Madonna propunha “let’s do something different, i’m tired of doing the same old thing” e graças ao prííííííííííííííííííncipe da paz ela realment
e mudou a música e apresentou algo diferente. A versão oficial só tem o “on and on, on the beat goes” de igual e é um trilhão de vezes melhor que a anterior. A participação de Kanye West deixa a música mais foda ainda e merece ser o próximo clipe. Suuuuper anos 80 e é quase impossível não lembrar de Deeper and Deeper, quando Madge canta “i can’t keeeeeeeeeeep waiting for you”. Uma das melhores. Loosho pooro.

• Dance 2 Night: sem dúvida a melhor música pra dançar acompanhado e fazer passinhos de Travolta. Ao contrário de 4 Minutes não é tão comercial, mas eu escolheria ela para ser o primeiro single e clipe da dupla Madonna e Justin, pois o envolvimento seria maior e foi onde o estilo de Timberlake ficou mais evidente. É muito fácil imaginar os dois dançando num cenário como o de “Rock Your Body”. Os melhores 5 minutos de Hard Candy, com certeza.

• Spanish Lesson: eu conhecia os 30 segundos liberados semana passada e já tinha achado uó. Dizem que Madonna fala tudo o que sabe em espanhol nesta música, ou seja, não passa muito do “señoritxcháááááá”. É ridícula e desnecessária. Apesar dos arranjos flamencos bem lembrados e divertidos, a batida se repete insistentemente, o que junto com a voz robótica de Madge se torna insuportável. O melhor da música são os minutos finais, onde os versos ficam parecendo de alguma música de Missy.

• Devil Wouldn´t Recognize You: é muito, mas muuuito boa mesmo. A música que Timbaland pegou e disse “essa vai ser foda”. E foi. Faz lembrar bastante Cry Me a River, música do Justin que Timbaland também meteu o dedo, e se assemelha pelo clima pesadão, barulho de chuva e “ooohh, ooohh´s” masculinos e religiosos inseridos ali. É a faixa que já ganha pelo título. Falar que em determinados momentos nem o Diabo te reconheceria, definitivamente não é a parte mais doce de Hard Candy, mas é a mais inteligente. Arrisco dizer que é uma das melhores baladjéénhas da Madonna contemporânea. Devil wouldn´t recognize you, i do…ui!

• Voices: eu achava que ia gostar MUITO desta faixa, mas apesar da introdução instigar bastante, o fim não compensa. Quando vi Justin perguntando “who is the master, who is the slave?” logo nos primeiros segundos, achei que a pegada seria forte. Tiro nágua. Mas dá pra gostar com o tempo e tem uma batida forte que lembra Secret. A única surpresa é o final, que encerra Hard Candy no estilo ring the bell. Sinos, sinos e nada de tick tock.

Agora licença que vou ali no canto miacabar mais um pouco no adocica. Pra baixar o CD clica na imagem abaixo e escolhe o melhor link. Have fun! Beijas.

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0 Comentários

  1. Bruno

    to loka
    *-*

    em 21/ Apr/ 2008 | às 2:58 am
  2. Hownee

    1 amigo q tbm é DJ me mostrou seu blog a qse 1 semana e eu já tinha achado ótemo! e hj procurando a letra traduzida d “devil…” da tia madge cliquei no seu link por acaso…amei as críticas track to track! acho praticamente as msmas coisas do album, infelizmente, inseriram umas musiquinhas uó do boró…mas nada q um bom remixer não faça pra salvar o mundo né? Forte abraço! Parabéns pelo BLOG! Já está nos meus favoritos!

    em 21/ Apr/ 2008 | às 2:58 am
  3. Anonymous

    Sério, qual é a sua comissão na venda de álbuns dessa velha louca?

    em 22/ Apr/ 2008 | às 2:58 am
  4. Comentário Solitário

    Cara, gostei muito do disco, porque é apenas pop e pronto, eficiente, bom de ouvir e de dançar. Felizmente, Madonna é esperta de não fazer como Michael Jackson, que se afasta da Humanidade e fica 5, 7 anos sem gravar, criando uma expectativa fodida que jamais será atendida. Enquanto ela trabalhar duro e lançar disco novo a cada 2 ou 3 anos, Madonna será Madonna.
    Mas que “Incredible” é uma merda, é…
    E sabe que eu gostei muito de “Candy shop”?
    Seu blog é uma delícia, um prazer. Vou adicionar e favoritar imediatamente.
    Grande abraço,
    Alex

    em 22/ Apr/ 2008 | às 2:58 am
  5. Natalinha

    to terminando de ouvir o disco e to gostando,mas sinceramente,nda de novo,como vc disse neste post!
    mas Madonna é Madonna….ela é digna,musa mor!

    em 22/ Apr/ 2008 | às 2:58 am
  6. theo firmo

    parece que incredible é um cover de Angélica.

    em 25/ Apr/ 2008 | às 2:58 am

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