
Brookeback Mountain definitivamente é um dos “filmes da minha vida”. Sem levantar bandeiras, não lembro de ter visto um filme que escancarasse o amor entre homens, sem que a gente nem perceba que aquilo está acontecendo. Óbvio, como parte desta tribo, me torno suspeito a falar, mas o que realmente importa é o quanto verdadeiro o roteiro se torna quando comparado à realidade.
Eu não acho - e mais uma vez me torno suspeito - que exista no mundo sexualidade definida e, sim, oportunidades de elas se mostrarem. Me divirto com os comentários do tipo “aquele com certeza não é”. Talvez nem seja mesmo, mas prefiro ter os meus pensamentos certeiros de que o tal “ainda não teve a oportunidade de ser”. Me divirto também – e talvez mais ainda – com aqueles que depois se entregarem, dizem “que não são” e eu, claro, também confirmo a minha não homossexualidade afinal, ninguém é.
Ao contrário das cenas fortes de filmes como os de Almodóvar, Brookeback trata o homossexual em sua maneira mais natural: um homem que gosta de outro homem. Me identifiquei com a história, pois aliados à fragilidade e sensibilidade imbutidas em minha personalidade, é notável que ainda resiste um outro instinto agressivo, orgulhoso, independente e inconstante em mim. Um Ennis Del Mar também passou por minha vida e, apesar de muitos planos, é insuportável interpretar tanto num relacionamento. Tenho até medo da hipótese de que seja uma história que resista ao tempo, como a do filme.
Relacionamentos assim são tão bons quanto frustrantes. Hoje, eu diria que de tão excitante, passa a ser perigoso. Como uma briga de touros. Mas é amor em sua forma mais pura.
Ahhhh!








MC
Adorei!!! Já te coloquei nos meus bookmarks! Ah esse filme é tudo! Muito bom! Bjos
em 8/ Oct/ 2006 | às 7:13 pmAndréia Pires
imaginei.. é perfeito, né? tb é um dos filmes da minha vida. e me lembrei muito, muito de ti.. sempre. bjão.
em 10/ Oct/ 2006 | às 7:13 pmFlá Regalini
ameii e vimos juntos!!!! muuuáaáááa!!!
em 17/ Oct/ 2006 | às 7:13 pm