“O ensaio pintou num momento de crise. TÃnhamos programado a capa de janeiro com a Luma de Oliveira. Uma semana antes da data marcada para o inÃcio, ela desistiu e tivemos que correr atrás de uma nova estrela. A Vera Fischer era um sonho antigo. Quando começou a circular o noticiário sobre a desistência da Luma, a empresária da atriz me ligou, dizendo que era a hora de fazer o ensaio. O contrato foi assinado na manhã de uma sexta-feira e, no mesmo dia, à noite embarcamos para produzir o trabalho, em Paris. A Vera tem fama de ser uma pessoa instável, envolvida em drogas. Conheci uma pessoa diferente. Ela acordava à s sete horas da manhã e fotografava nua debaixo de uma temperatura de quatro graus negativos. Ela já teve dois filhos, têm um pouco de flacidez na barriga. Mas nada que não possa ser corrigido pela produção da revista. Por outro lado, tem uma pele linda e pernas musculosas, maravilhosas, sem o menor sinal de celulite. E, diante da câmera, transforma-se numa mulher fatal.” (Ariane Carneiro antiga editora da Playboy)

Esta revista saiu logo após o recorde batido por Feiticeira, era a virada do milênio e, nós leitores, esperávamos alguma mulher transcedental. Quem mereceria essa honra? Apostava-se em Ana Paula Arósio, Maria Fernanda Cândido, até que Luma bateu o martelo. Eu ainda não tinha vivenciado nenhum mês na companhia de Luma como colecionador, mesmo que ela ilustrasse algumas duas ou três capas, porém eram dos anos 80. Logo veio a notÃcia em cima da hora que Vera havia ocupado o lugar e fiquei mais feliz ainda, pois ela devia um bis desde 82.
O ensaio era tão devastador quanto os seus pêlos pubianos. Tão controversa à famosa depilação de Adriane Galisteu, Vera mostrava fotos nada discretas de seu púbis que não levava um trato desde que sua filha de quase trinta anos nasceu. Mas nem por isso deixou de se transformar em uma das mais belas obras de arte de Playboy. Clicada por Bob Wolfelson, em Paris, não poderia ser diferente. Elegante, ousado, lindÃssimo e com a cara dos ensaios de Bob. A foto mais impactante é uma em que closes os seios e a periquita de Vera aparecem pelas frestas de uma porta de uma coisine, dividindo cena com as mãos de um açogueiro que fatia pedaços de carne.
Na última página, merecidamente, Vera é banhada em champagne!







