Por favor olhe isso:
Tá desculpa, eu sei, você quase devolveu tudo o que tinha em seu estômago pra fora, desculpe.
Mas eu me pergunto: O que diabos é isso? Esse cabelo, esse vestido (posso chamar este troço de vestido?) a cor da pele, a maquiagem, a pose… Está tudo errado.
Essa malhação é over total. O vestido usado para exibir “as carnes” é decadente.
Talvez ela pense que exibindo essas coxas de cavalo as pessoas vão desviar o olhar do rosto dela.
Querida, não precisa desse artifício. As pessoas evitam olhar para sua cara naturalmente.
Com esse vestido então…
Trabalhe primeiro seu rosto amiga, não suas coxas.
Falem o que quiserem.
Eu adoro os sapatos de Paris Hilton.

E devo admitir que até admiro a moça. Invejinha boa mesmo.
Por mais que falem “ela é fútil” “uma inutilidade para a raça humana” e yadda yadda yadda, eu realmente aprecio o jeito “I’m a fucking rich bitch and I just don’t care”.
Ela mesma disse em seu livro “Confissões de uma herdeira”: O mundo precisa de pessoas como eu.
Concordo. A garota está na mídia todos os dias, e por mais que dê baixarias e tenha a capacidade de raciocínio de um pepino do mar, as pessoas não conseguem deixar de ler fofocas sobre a vida da dondoca mais famosa do planeta.
Já que estamos falando em Paris, vamos para a semana de moda que rola na cidade mesmo:
Direto de Paris, França:
Modelito Dior- Verão 2007 - Criado pelas mãos do fofésimo e adorado John Galliano, estas plataformas fazem parte da coleção que remete à Joana D’Arc. Acho o tema meio clichê, principalmente nas maisons francesas.
Whatever, eu amei este sapato. Tem um quê de sadomasô. Que cá entre nós, é todo o espírito e o atrativo de um sapato com um salto desse. Notou a junção do salto, vazado? Esses recortes, arrebites, o bico pungente…
Fabulous.
Olha eu nunca fui muito fã de piercing no umbigo. Acho brega. Tenho amigas que usam, eu sempre deixei claro que acho feio. Há algo de vulgar em 99% das garotas que usam esse troço. Principalmente quando “a jóia” (jóia my ass, jóias se compra na Tyfanny’s. Creio que lá não existam “pírcis”) tem 40 centímetros de comprimento.
Quanto maior o piercing mais “biatch” é a moça. Daqui a pouco vão pendurar um CANDELABRO no umbigo.
Olha só o NAIPE:

Essas estão preparadas para “noitche das pantéra”
Diálogo entre as cachorras:
- Keyla Michelly nós vamos arrasar, olha só meu decote, esse modelito que a Dona Marilde fez pra gente, tudo de bom”
- Fica quieta Kaciumara, olha só o tamanho do meu pírci!
- Tá boladona hein cachorra!
- Séquissi! Eu tô séquissi!
Aliás, neste aspecto, quanto maior, pior. Ou seja, pelo tamanho do piercing no “imbigo” é capaz de se deduzir o grau de “tamanqueira” da moça.
E quanto mais colorido, com mais penduricalhos, mais “féxion”. Tem “cristal” rosa, azul, verde, coração, estrelinha, frô… Mais as “boladonas” querem colocar.
Por falar em frô, olha esse:
Quando uma não é suficiente, temos três penduradas em sequência. Uma cascata de frô cor-de-rosa.
Note: O “Pírci Candelabro” sempre vem acompanhado de uma calça “stréxi” cós baixo, e uma pançola de fora (mostra fartura). Não que todas as meninas “perifa” possam andar por aí mostrando um abdome de toucinho, na verdade não deveriam. Atentado ao bem-estar-social.
Aí você visualiza o coro das panteras ali em cima, berrando ao mesmo tempo, ao ritmo de um funk pancadão:
Mas “é pra mostrá o pírci!”
Séquissi!
Existe algo que eu realmente não consigo entender: Por quê certas coisas horríveis caem na graça do povo, que ao invés de questionar a validade estética, simplesmente fecham os olhos e falam ” ah, tá na moda, tô usando”.
Mesmo que seja uma bolsa de couro dourado com capacidade 100 litros com alças de corrente.
Mesmo que sejam as calças do MC Hammer.
Mesmo que seja uma camiseta NO Stress.
Mesmo que seja um bolerinho de renda.
Mas existem momentos em que a apelação vai além da imaginação. As pessoas inventam uma coisa horrorosa e se acham modernas. Féxion. Ráipe. E nós, as pessoas com o mínimo bom senso, ficamos olhando para o troço e pensando “Como?”.
Nada amiguinhos, nada justifica a existência disso no universo:

Como me inventam uma coisa assim? Parece uma peça do figurino do Frankstein. 6 toneladas de borracha para fazer essa plataforma rrredícula. Quantos seringueiros suaram para fazer esta “vomitosidade”?
Qualquer menina que coloca ESTA BOTINA fica parecendo um pato reumático quando anda.
Outro dia, eu lá no ônibus, calor insuportável, aquele bodum de gente suada. Eu, nestes dias quentes, prefiro colocar uma saia, uma sapatilha baixa e partir pelas ruas linda e leve.
Mas as meninas deste país tropical ainda não conseguiram entender que estamos em um trópico quente. Lá estava a moçoila com uma calça “stréxi”, uma blusinha verde-água de corte duvidoso e essa “balsa lunar”. Imagina o conforto.
Cadê o amor próprio?
Na verdade: Cadê o espelho?
Eu era capaz de chorar de dor porque meu pé doía, aos 5 anos de idade, usando aquele sapato boneca de verniz preto no casamento, mas nunca tirava. Nunca. Perder o salto é perder a pose.
E eu fui crescendo, olhando os pés dos outros, vidrada em vitrines de sapatos, lendo sobre sapatos, comprando sapatos, gastando tempo e dinheiro com isso. Mas não me arrependo nunca. Sapatos são coisas tão importantes quanto o cabelo. Eles sustentam seu caminhar, e cá entre nós mulheres, é a futilidade mais gostosa de todas.
Por isso resolvi criar este blog. Para falar deles, da força que move minhas perninhas para frente, dos saltos maravilhosos que sustentam minha personalidade, das cores e texturas que me fazem sorrir. Declaro aqui minha paixão incontrolável por sapatos.


Se Madge aprova, eu aprovo.
Bisuis.